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Resenha Econômica

Quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Queda predomina entre os principais mercados acionários nesta quarta-feira. Na Ásia, as bolsas asiáticas encerraram esta quarta-feira sem direção única enquanto os investidores se dividiam entre notícias positivas, o possível aumento de estímulos ao consumo na China, e negativas, com riscos geopolíticos e econômicos. Entre as commodities, o sentimento de aversão ao risco predominante entre os investidores gerou um fortalecimento do dólar, prejudicando a recuperação recente do cobre que encerrou o pregão em queda. O petróleo, por sua vez, acabou sem direção única, respondendo com alta de preços em função de um possível isolamento do reino saudita, o que afetaria a oferta da commodity, mas com baixa à divulgação mostrando o avanço dos estoques do óleo nos Estados Unidos acima do esperado. Na Europa, as preocupações envolvendo a Itália e o Reino Unido continuaram a pesar de maneira negativa sobre as bolsas da região à exceção de Londres, que fechou em alta em meio à divulgação de balanços corporativos e à desvalorização da libra.
Nos Estados Unidos, o ato classificado como terrorista contra lideranças democratas do país acabou gerando mais incertezas, as quais se adicionaram as já presentes no mercado internacional, levando os índices das bolsas da região ao terreno negativo mais uma vez, zerando o avanço destes no ano. Além disso, a divulgação de indicadores de atividade que corroboram a visão do forte ímpeto de crescimento do país gerou preocupações de que a autoridade monetária do país possa vir a fazer novas elevações na taxa de juros, além do esperado. Sob este cenário, o dólar avançou frente demais moedas e os juros dos títulos da dívida pública americana recuaram.
No Brasil, o Ibovespa não destoou do movimento das demais bolsas de valores no exterior, apresentando forte queda nesta quarta-feira (2,62%). Incertezas quanto à política monetária dos Estados Unidos e ao ritmo de crescimento mundial se somaram à incerteza em relação ao ato terrorista nos EUA, o que acabou gerando uma valorização do dólar, que fechou cotado a R$ 3,73/US$, e a busca por ativos menos arriscados. Para os juros, este movimento significou a continuidade do avanço das taxas longas enquanto as taxas curtas permaneciam estáveis em função da perspectiva de manutenção da política monetária no Brasil nos meses por vir.